PLD SE/CO (R$/MWh) NORDESTE (R$/MWh) NORTE (R$/MWh) SUL (R$/MWh)
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ANEEL reduz preço-teto do PLD para 2015

Redução de 53% no valor máximo é controversa, pois sinaliza uma redução no custo da energia enquanto as despesas com geração térmica mantêm-se elevadas.
CMU (22/12/2014)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, no final de novembro, os valores de preço-teto e piso do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para o ano de 2015.

O preço-teto teve redução de 53%, dos R$ 822,83/MWh que vigoraram durante 2014 para R$ 388,48/MWh. A justificativa para a redução foi a mudança da usina térmica usada como referência para a definição do teto. Como as usinas abastecidas a óleo combustível operam por menos tempo no sistema, optou-se por adotar o custo da usina a gás mais cara em operação, a UTE Mário Lago, como o novo teto, conforme explicou José Jurhosa, um dos diretores da ANEEL. 

Essa acentuada redução no valor máximo do PLD beneficia, no primeiro momento, as distribuidoras e demais agentes que não se encontram totalmente contratados para 2015. A redução no preço-teto diminuirá as despesas das distribuidoras com a aquisição de déficits de energia no mercado de curto prazo. As concessionárias encontram-se parcialmente descontratadas desde 2013, devido ao insucesso dos leilões de energia promovidos pelo Governo para atender ao mercado das distribuidoras.

A redução do preço-teto, entretanto, não diminui o custo que o sistema está tendo para despachar as termoelétricas e preservar os reservatórios das hidroelétricas. O custo do elevado despacho térmico, antes cobrado via PLD dos agentes expostos, será então rateado entre todos os consumidores via Encargo de Serviços do Sistema (ESS). Em outras palavras, alterou-se a sistemática de rateio das despesas de geração, mas os custos continuarão elevados.

Adicionalmente, ao reduzir o preço-teto do PLD, a ANEEL sinaliza para os agentes uma redução no valor da energia, sendo que a situação vivenciada hoje é a oposta, devido ao baixo nível de armazenamento das usinas hidroelétricas. Essa redução, portanto, desestimula os agentes que estavam se esforçando para reduzir o consumo ou que estavam trabalhando para aumentar a geração de energia de suas usinas.

Já o piso, ou valor mínimo do PLD, foi elevado de R$ 15,62/MWh para R$ 30,26/MWh. O valor de 2014, e de anos anteriores, considerava o custo de operação da usina de Itaipu, e o que vigorará para 2015 considera a receita dos contratos de concessão renovados no regime de cotas, conforme Decreto 7.805 de 2012 e Lei 12.783 de 2013.

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